18 de dezembro de 2008

Enfim...

Falta meia hora, só mais meia hora.
Amanhã eu venho só à tarde, o que significa sono gostoso com sua barriga sobre a minha cabeça até nove horas (é claro que isso só acontece se você permitir).

Enfim, férias.
Não para nós dois, que temos meses de atraso para tirar em apenas duas semanas.

5 de dezembro de 2008

Nós, crianças




São nove horas da noite e sua mamãe ainda está trabalhando. Exausta até os ossos.

Crescer, filho, às vezes dói. Pode até ser legal de vez em quando, mas, na maioria das vezes, não é um episódio legal.

Por isso eu prefiro ser criança com você, mesmo tendo meus vinte e poucos anos. E adoro a cara e as expressões de reprovação da sua avó, me xingando porque depois de muito resistir aos seus encantos, abri a porta do box às sete e pouco da manhã e te chamei para tomar banho comigo.

Adoro disputar o pote de pipocas, brincar de esconde-esconde em qualquer lugar (mesmo que tenha um monte de gente vendo), fazer furinho no pote de iogurte e sentar do teu lado para tomar. Amo rolar com você na grama, tentar te ensinar a ler e a escrever, tirar fotografias suas e sair correndo porque você quer a máquina...

Se não fosse por você, eu seria apenas uma jornalista infeliz 24 horas por dia.
Por você, e só por você, nesses meses de exaustão física e mental, eu consegui ser uma pessoa feliz, mesmo em horário comercial.