Com as mãos tremendo e o rosto inchado de tanto chorar, eu sentei na minha cama, na frente dela e disse que estava grávida.
No mesmo momento ela começou a chorar, me deu um abraço daqueles de alma, filho. Bem do jeito que só ela consegue. Chorando ela disse que estava muito feliz por mim e, imediatamente, fez o primeiro contato contigo, ainda minúsculo na minha barriga, dizendo que mesmo sendo tão recente na vida dela, já nutria um amor imenso por você. E foi nesse momento que ela se escolheu para ser a sua dindinha.
Nós duas sabíamos que uma criança no último ano de faculdade não iria ser fácil, mas só sua Dinda sabia o quanto eu seria feliz com sua presença na minha vida e fez questão de impregnar minha alma de planos para o nosso bebê. Planos que iam desde o nome até a profissão, passando por comidas favoritas, roupas e brinquedos, além do gosto musical (e isso incluía tampar seus ouvidos ainda na minha barriga quando tocava sertanejo ou, então, simular uma música clássica no gogó mesmo).
E ela acompanhou seu crescimento dentro de mim sentindo como se você estivesse dentro dela, cuidando dos detalhes que eu não tinha vocação para cuidar.
No dia que você nasceu, foi ela que entrou no quarto minutos depois, devagarzinho, meio com medo de ver o bebê que ela ansiava tanto por conhecer. E foi ela que me ajudou de toda forma que precisei, exatamente como ela prometeu quando eu contei da sua existência, sem nunca cobrar nada ou pedir algo em troca.
É preciso que você saiba, filho, que mesmo sem todos esses motivos que ela deu durante esses quatro anos que nos conhecemos, eu já a amaria. Porque sua dinda é, sem sombra de dúvida, a pessoa mais maravilhosa que eu conheço, a amiga mais verdadeira e a sua madrinha mais arteira. Acho que sobre isso eu não preciso falar para você...
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15 horas atrás

7 comentários:
Marco, sua dinda só ama tanto você desde que soube de sua existência porque ela não teria como sentir outra coisa por alguém que estava na barriga de uma das pessoas que ela mais ama na vida.
Sua mãe é especial demais, meu anjo, e quando você for ler isso aqui, provavelmente você já vai ter a certeza disso a muito tempo.
Tua mãe é forte, e é tão frágil. Tua mãe é tão ela mesma que é impossível não amá-la. E não te amar. Por todo o sempre.
detalhe: há muito tempo, sua dindinha teve um erro grave ali!
Graci, há muito tempo ninguém me comovia tanto com um texto.
Obrigada por isto.
Obrigada por permitir que minha filha tenha na sua vida o mesmo valor que você tem na dela.
Obrigada por dar à Paula a dádiva de uma amizade no mais amplo sentido desta palavrinha tão pequenina e de significado tão imenso.
E obrigada por, através de minha filha, ter entrado na minha vida.
Você mora no meu coração.
Ah, Graci. Não me faz chorar mais não. Ou nelhor, faça sim. Pq eu adoro ler seus textos. Sempre soube q oq a Paula fez por vc foi além de amizade. Muitos pulariam para fora do barco, ou apenas mostrariam de longe q estavam torcendo. Muitos somente olhariam para o Marco e perguntariam como ele está ou gostariam de pegá-lo no colo quando ele estivesse de bom humor. Poucos se doariam. Ainda bem q vc deu sorte de ter várias pessoas q te amam e passaram a amá-lo também. E resolveram se doar. Vou parar de escrever senão eu choro mais. Hehe
Beijo, se cuide.
Chorei...
chorei tbm!
atualiza! atualiza!
:D
tatilazz.zip.net
mulheresdeathenas.blogspot.com
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