4 de setembro de 2008

Sol!


O dia de ontem foi agitado e ausente. Acredito que você, entre os nãos e mães que repete continuamente, tenha percebido e comentado com alguém, não comigo.
Entre as horas exaustivas que passei no trabalho, lembrei que poderia estar te ensinando alguma palavra nova, um jeito inovador de brincar com as bolinhas de gude ou uma careta como a do Mr. Ben, que você já realiza com tamanha autonomia, mas eu não estava lá, preparando seu mingau, nem sua janta, nem mesmo sua mamadeira (mas hoje comprei o iogurte que você adora).
Cheguei tarde, mas quando te levei para nossa cama, tentei te acordar para ouvir ao menos um resmungo, mas você, nesses mais de dois anos de convivência comigo, está aprendendo direitinho como se faz isso. Melhor que eu, diria.
Mas ainda assim, valeu o seu cheirinho gostoso do meu lado, sua respiração quentinha e o seu braço enlaçando meu pescoço, no dia que você pronunciou pela primeira vez a palavra sol.

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